A instituição Exército Brasileiro perde anualmente grandes cidadãos, muitíssimo bem preparados, com muitos cursos civis e militares, mestrados, doutorados, realmente a nata da sociedade e da Força Terrestre, uma sociedade que apresenta números insuficientes quando o assunto é ní­vel de educação.

 

 

São militares jovens, ainda com muita capacidade para continuar contribuindo, mas, que, por força dos mais diversos fatores, passam à  condição de inativos.

Um desses militares, Oficial General com muitos cursos no exterior, tranquilizou-me ao me ver triste com sua ida para a casa, que o Exército Brasileiro devolve à  sociedade civil o cidadão que foi forjado em suas fileiras. Mais do que justo num paí­s pobre, principalmente, de mentes capazes.

E assim, vamos assistindo alguns chegarem ao Generalato e outros, por força de número insuficiente vagas, irem para casa como Coronéis.

O grande soldado que tive o privilégio de conhecer foi o Coronel de Infantaria Helvétius da Silva Marques.

 

 

Como atirador, visitava com frequência o Comando Logístico, cujo Comandante era o General de Exército Marco Antônio de Farias (hoje Ministro do STM), que comandou a AMAN e depois a nossa 1ª Divisão de Exército aqui no Rio. Naquele tempo, os SFPC (Serviços de Fiscalização de Produtos Controlados) que controlam o CAC (sigla pela qual são chamados os atiradores esportivos, caçadores ou colecionadores de armas de fogo) em algumas Regiões Militares (notadamente São Paulo e Rio de Janeiro), pelo grande volume, eram fonte de preocupação e reclamações pela demora no atendimento.

Era Diretor (DFPC) o General Barroso Magno e Subdiretor - que é o executivo que se corresponde comigo diretamente por instruções do Comandante Logístico, era ainda o Coronel João Alcides Loureiro Lima. Com a promoção do primeiro e passagem para a reserva do segundo, assumiu a Diretoria interinamente o Coronel Helvétius da Silva Marques. 

 

No dia 16 de maio de 2014, ocorreu a solenidade de passagem do cargo de Diretor de Fiscalização de Produtos Controlados, do General de Divisão Waldemar Barroso Magno Neto para o Coronel Helvétius da Silva Marques. A transmissão de cargo foi presidida pelo Comandante Logístico, General de Exército Marco Antônio de Farias, e contou com a presença de oficiais-generais da ativa e da reserva, de autoridades civis e militares.
(foto e fonte: CCOMSEx)

Todos os amigos, quando me refiro a ele, o conhecem e o elogiam. Foi assim com o Coronel de Cavalaria Davi Tebicherani, antigo Chefe do SFPC da 1ª RM (Rio de Janeiro) e muitos outros, que seria cansativo enumerar. Todos unânimes em reconhecer tanto as habilidades militares como os cursos de mestrado e extensões em Direito.

A unanimidade é o traço comum ao se retratar o Cel Helvétius, como um militar de primeiríssima linha.

Um amigo o conheceu quando chegou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em fevereiro de 1982 ---  ele representava, naquele tempo, a linha "equilibrada e madura"  dos nossos companheiros mais antigos. Era atleta, bom amigo, inteligente, sereno, animado, coerente, conselheiro, ponderado, dedicado, estudioso e de uma família excelente.

O irmão dele (Humberto da Silva Marques)  também tem todos os mesmos predicados.

São dois grandes Oficiais. O Helvétius é formado em Direito e o Silva Marques tem pós-graduação em Relações Internacionais.

 

Ambos são apaixonados pela leitura, principalmente de História, mas leem de tudo.... "até bula de remédio ... "

Já presenteei o Cel Helvétius com meu último livro, "MAJOR APOLLO, O HERÓI ESQUECIDO".

Um outro amigo meu, Lui­s Boz, que trabalhou em novembro, dezembro e janeiro na DFPC, oferecendo apontamentos jurídicos para a nova portaria que regula a atividade de CAC, não economizou palavras para definir o Coronel Helvétius:

"Trata-se de um Militar í­mpar e altamente profissional. Sua expertise ultrapassa os muros da Caserna. Além de possuir os mais rígidos e difí­ceis cursos operacionais e de aperfeiçoamento do Exército (Instrutor de Guerra na Selva, Mestre de Saltos, ECEME e ESG), tem formação jurídica sólida, sendo autor de um livro assaz utilizado pela Magistratura Militar da União e pelo Ministério Público Militar: Direito Internacional Humanitário - Os Limites da Guerra. Não bastassem os predicados retro citados, é incansável no cumprimento de suas missões, parecendo ter uma célula de energia nuclear em seu organismo, pois inicia seu expediente às 06:30 e só o encerra após todos os assuntos estarem resolvidos, sem demonstrar qualquer sinal de fadiga. Foi com ele que eu aprendi que o pôr do sol indica apenas o término do meio-serviço. Fará grande falta ao Exército Brasileiro, em especial e à  Administração Pública como um todo. Tive a honra e o orgulho de tê-lo como amigo, pois é um ser humano leal e cortês, algo raro nos infelizes dias de individualismo que vivemos."

Exatamente estas foram as palavras do meu amigo Lui­s Boz.

 


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