II ETAPA ESTADUAL DE IDSC & SELETIVAS DO BRASILEIRO

CONCEIÇÃO DE MACABU – RJ, dias 7 e 8 JUL 2018

É claro que uma competição com o cuidado e esmero com que foi preparada, começou muito tempo antes.


Brieffing da Pista

Um Clube no norte fluminense que se dedicava a outra modalidade, se inscreveu na CBTD e logo este Delegado Regional marcou um Curso  para formar os árbitros (DSO) de lá.


Pista 5, o fuscão e as duas motos

Logo se animaram com o Tiro Defensivo e sediaram a I Etapa do Saque Rápido Defensivo e em seguida, esta II Etapa Estadual (nível II) valendo como Seletiva para o Brasileiro (Nível III).

Uma comitiva do Rio de Janeiro dos Clubes ATDC* e CMVM** viajou para o CTM*** chegando no sábado dia 7 na hora do almoço.


O café da manhã cedinho no hotel

As pistas que já estavam prontas, foram conferidas, algumas acertadas e os alvos colocamos nos lugares.

E assim, no sábado, os DSO fizeram o tiro justamente para, no dia seguinte, receber os Atletas inscritos.  


Bolinho de aniversário do Juca

Foram sete Pistas, mas nós, no sábado só passamos em seis. A sétima era uma Pista de Cenário Desconhecido, a primeira do gênero nesta parte do país, já que só temos notícia de que apenas os gaúchos a utilizam com regularidade.  

Mesmo no domingo, dia seguinte, a CASA continuava com sua porta trancada e envolta em mistério.

 

Só após TODOS os atiradores terminarem as demais Pistas, Todos foram reunidos na área da Pista 2 e iam sendo chamados (inicialmente os DSO)  e, após desvendarem os segredos da misteriosa CASA, iam sendo levados para a sede, passando por fora e sem nenhum contado com os candidatos, para que o segredo de seu interior fosse mantido.

Primeiro passou o Júnior para filmar de DRONE e em seguida, Magno, CDSO (Chefe dos DSO) que passou então a servir de árbitro para todos os demais.

Eu, como MD (Diretor da Prova) fui na sequencia. Arma carregada e pronta no coldre, ao sinal sonoro, saquei a arma e me dirigi à maçaneta, preocupando-me em evitar o SWEEPPING que é o sobrevoo do braço quando vamos abrir a porta.

O SWEEP, ou sobrevoo de membros com a arma, é DQ (desclassificação) imediata.

Aberta a porta, me vi em um corredor cheio de portas à direita e à esquerda. Fui abrindo cada uma com cuidado e, ao avistar o alvo ameaçador, o neutralizava com dois disparos (alvos de papel, sempre são neutralizados com dois tiros). E partia para a porta seguinte, algumas sem alvos ameaçadores, apenas com reféns.

Ao chegar na última, DSO perguntou se eu havia terminado e, nesse caso, retirasse o carregador, a munição da câmera, mostrasse a câmera aberta, percutisse e guardasse a arma vazia no coldre, tudo procedimento padrão.

Mas a forma do Magno perguntar se eu havia terminado, já me passava a sensação de que eu esquecera algum alvo. Até olhei em volta vendo as portas por onde passei, todas ainda abertas...


Assim que guardei a arma, ele me disse: - “Venha cá que vou lhe apresentar a um amiguinho que você esqueceu...!” disse todo feliz, porque TAMBÈM ELE não vira esse último...

É que no penúltimo quarto onde passei, à esquerda, havia uma parede de pneus que não ia até o fundo, tendo um refém na ponta, praticamente escondendo uma passagem onde ao fundo, num quartinho estava o alvo esquecido.


Thiago foi o campeão HP

Engraçado que a Mergulhinha, no tiro ainda uma novata, entrou e vasculhou o quarto achando todos os cinco alvos ameaçadores.


Parabéns no bolinho de aniversário do Juca

Já era tarde no domingo quando terminamos e passamos à premiação.


Trotti e Mary na apuração

Primeiro cantamos parabéns e cortamos o bolo de aniversário do Juca, um DSO que não conseguiu voltar no domingo (atirou no sábado faltando apenas a CASA de cenário desconhecido) por problemas mecânicos em seu carro em Rio das Ostras.


Júnior coloca a Medalha no campeão LAW

 Como disse no início, o capricho e esmero em todos os preparativos para a prova, a construção da CASA MISTERIOSA como ficou conhecida a Pista 7 de Cenário Desconhecido, a fidalguia com que os atiradores do clube anfitrião receberam a comitiva da capital e tudo o mais, foram mencionados nos agradecimentos do Magno durante a premiação.


Os agradecimentos do anfitrião (Júnior)

O Júnior como é conhecido o Denildo Bozeo Júnior, titular do Clube, também agradeceu o apoio que tem recebido da Confederação, da minha ida ministrar o Curso de DSO e tudo o mais.


Mergulhinha com sua Medalha

E um ponto alto marcou a prova. O DRONE para filmar de cima, o que acontecia no interior da tal CASA MISTERIOSA.


Pepito e Magno com suas medalhas

 O Clube de Tiro fica na Fazenda do Junior, e o DRONE era na verdade uma retroescavadeira que eles estacionaram diante da CASA com o Júnior no alto, filmando de dentro da caçamba e caindo na gargalhada quando alguém não entrava no tal quarto da pegadinha e saia com um alvo a menos...


DRONE caipira


Mergulhão & Mergulhinha saindo da Pista 7

A apuração, como sempre primorosa, com a equipe do Trotti, Mary Rose e Mergulhinha, se houve muito bem e mal o último atirador terminou e já passamos a entrega de Medalhas.


Apuração

 

 

 


(*) ATDC -  ASSOCIAÇÃO DE TIRO DUQUE DE CAXIAS

(**) CMVM – CÍRCULO (DE OFICIAIS) MILITAR DA VILA MILITAR (EXÉRCITO BRASILEIRO)

(*) CTM – CLUBE DE TIRO MACABU

 

 


 

Joomlashack