A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, Órgão (que era na época) dirigido pelo General de Brigada Luiz Henrique de Andrade e cujo Subdiretor era o Coronel Helvétius da Silva Marques, é uma das Diretorias que compões e poderoso Comando Logístico ou COLOG no jargão militar.

O COLOG tinha (hoje é o Gen Theophilo - 2016) como Comandante o General de Exército Marco Antônio de Farias (hoje no STM), um dos mais conceituados Oficiais Generais do Alto Comando e, provavelmente o que mexe com o maior orçamento já que tudo que o Exército compra, é pago por ele.

Voltando ao DFPC, como já é sabido dos leitores, eles estão preparando muitas mudanças como Portal Eletrônico e maior agilidade no andamento dos processos, motivo de milhares de reclamações já há algum tempo.

Mas as mudanças não param por aí. Haverá uma mudança geral de paradigma. No enfoque de como é tratado hoje o CAC, sigla que representa Caçadores, Atiradores e Colecionadores de Armas de Fogo.

Para tanto e pela grande importância dessas mudanças elas são desenvolvidas com muito cuidado da equipe composta pelo Coronéis Souza Abreu e Achiles e Tenente Razzolini, convidando os Presidente de Confederações para consulta e troca de ideias e, posteriormente, como já anunciado, haverá audiências públicas em diversas Regiões Militares.

Até o final de outubro, querem a Portaria no ar.

Antes de entrar em alguns detalhes (não abordaremos TODOS os discutidos, pois, como estão em estudo, podem ser mudados, e sim os principais para que todos possam ir se preparando, mesmo que psicologicamente), temos a informar que, com a suspensão por 180 dias de emissão de novos CR, a DFPC espera que até o fim do ano todas as pilhas de processos estejam zeradas.

Dois estados, pelo tamanho e movimento, são problemas, Rio e São Paulo. Mas o primeiro é pior por uma série de problemas que não interessa mencionar, mesmo porque são sabidamente conhecidos. Para o Rio, o Cel Helvétius promete mandar uma equipe de reforço do sul, em forma de mutirão e sem participar das muitas escalas de serviço local, já que são de fora, e assim, dar conta dessa pilha que se arrasta há anos e que até o presente, não diminuiu...

Dito isso, O Tenente Sergio Bitencourt, Presidente da CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TIRO DEFENSIVO foi convidado para uma reunião no Quartel General do Exército ontem, dia 2 de outubro, e eu, como Assessor da Presidência da CBTD, fui junto.

Agradecemos a providencial carona do General Henrique do DECEX do HTO ao QG Ex aonde chegamos a tempo de cumprimentar o General Luiz Henrique e o Coronel Helvétius antes de entrarmos na reunião que se estendeu de 09:30 h até o almoço.

E, falando dos tópicos principais da nova Portaria, lembrando que, como estão em estudo ainda podem sofrer mudanças, temos:

  1. O foco da Fiscalização do Exército é o Tiro Esportivo. Caça e Colecionamento, não foram discutidas com estas Confederações;
  2. Basicamente, os Atiradores para efeito de concessão ou renovação de CR, seriam classificados em 3 níveis*;
    1. Nivel 1 - Para os iniciantes, aqueles que irão tirar o primeiro CR. Deles será exigido (na renovação) uma participação em 4 ou 6 atividades, entre treinamentos e pelo menos uma competição interna do Clube. As atividades exigidas serão anuais e metade em cada semestre, ou seja, não contarão se participarem em 4 atividades em apenas um mês; Não será permitida a aquisição de máquina de RECARGA e apenas aquisição de 5.000 espoletas e 6 Kg de pólvora para uso em máquinas de Recarga do Clube;
    2. Nivel 2 - Na renovação do CR será exigida participação em 4 atividades sendo duas competições no ano sendo pelo menos uma participação em Competição de Nível Estadual. Já poderá ter até duas máquinas de recarga, 8 armas sendo 2 de calibre restrito, e 10 mil espoletas com 10 Kg de pólvora;
    3. Nivel 3 - Na renovação do CR será exigida 4 atividades no ano e pelo menos uma participação em Competição Nacional. Poderá ter 12 armas sendo 6 de calibre restrito, até 3 máquinas de recarga, 20 mil espoletas e 12 Kg pólvora. Poderá adquirir até 30.00 tiros no calibre 22 LR;

(*) estes níveis não são uma hierarquia, mas, a cada um, corresponde uma quantidade de armas e/ou insumos que poderá dispor. E lembramos que essas quantidades e detalhes ainda poderão ser mudados até a assinatura da Portaria.

Foram discutidos oito itens e seria prematuro abordá-los a todos, mesmo porque, até as audiências públicas e a assinatura da Portaria pelo Comandante Logístico, muita coisa ainda será ajustada, da­ essas convocações de liderançaas de Confederações para discuti-las.

Mas fica claro que os Clubes, Federações e Confederações terão que se ajustar e mudar. Os Clubes deverão ter listas de presença, ranking das competições, pois, suas declarações para a renovação do CR, deverão informar esses dados que levarão os Atiradores a alcançar os respectivos níveis.

E a Fiscalização de Produtos Controlados, já livre da análise de montanha de papéis e documentos de hoje, deverá visitar os Clubes e checar esses registros e confrontá-los com a documentação apresentada pelo CAC para sua renovação.  

Depois da reunião, eu e o Tenente Bitencourt almoçamos com o Cel Helvétius onde pudemos trocar mais ideias já que a agenda de todos no COLOG é cheia e nem cumprimentar o General Farias conseguimos, pois eram reuniões sobre reuniões. Deixamos nosso abraço ao grande Chefe Militar com seu valoroso Assistente, Coronel Luiz Antonio que também almoçava na mesa ao lado no refeitório do QG.

Depois do almoço, fomos ao Estado Maior do Exército conversar com o General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho com a ajuda do seu fiel escudeiro, Capitão Eduardo Avancini, depois passamos no COTER para cumprimentar o amigo General de Divisão Eduardo José Barbosa e fomos de novo ao Bloco H (do A ao H, sempre longa caminhada, dada as gigantescas dimensões do QG Ex), na IMBEL, conversar e trocar ideia com o Diretor de Mercado, Coronel Newton Raulino e sua equipe (Elder e Josue) sobre as novidades implantadas na comercialização das famosas pistolas IMBEL, como uma bela e robusta maleta que vem acompanhada do famoso óleo inglês Gun-Coat da Tufoil, ainda segundo o livro dos recordes, o melhor óleo de armas do mundo.

Pelo avançado da hora para apanharmos nossos aviões de volta, eu para o Rio e Bitencourt para Belo Horizonte, do Bloco H não daria para "galoparmos" até o A para cumprimentar o amigo Cel Luciano Batista de Lima no Gabinete do General Enzo. O General Adhemar providencialmente mandou nos levar ao aeroporto e assim, terminamos com êxito mais uma missão. 

 

 

 

Joomlashack