As Pistas foram muito bem desenhadas e tinham, como gostamos de dizer, em “diversos sabores” e para todos os gostos. Umas fáceis outras cansativas e é claro que não vou aqui ficar repetindo o briefing de cada uma. Apenas mencionar que, por exemplo, a mais cansativa, para não dizer difícil, era a Pista 8, onde se saia de um blindado, tomando cuidado para não bater com a cabeça (o teto é baixo) ao levantar e não escorregar na porta tipo rampa de descida... Depois tinha de engajar um pequeno plate de metal, pequeno disco, a 22 metros. Alguns descarregavam a arma inteira sem acertar...

 

 

 


Eu, Trotti, Magno e as meninas da APURAÇÃO, chegamos ontem à noite no Rio, domingo 17 de setembro, mortos pela “pauleira” dos dois dias de competição.

Mas para os demais DSO’s (Defensive Shooting Officer, como são denominados os árbitros no Tiro Defensivo) foi muito pior, pois eles começaram a dar duro na sexta.

Explico: Na sexta, além da montagem final das 10 Pistas, houve uma reunião para acertar uma série de detalhes das diferentes interpretações do Regulamento. Quando você tem um país continental como o Brasil, não são apenas os sotaques que são diferentes. As regiões interpretam a seu modo muitas das atividades quotidianas.

Nós três mencionados no início ficamos fora dos SQUADS (grupos de atiradores) para corrermos todas as Pistas e ficarmos livre para cuidarmos da Apuração e o Cronógrafo.

Usualmente, passamos no cronógrafo apenas aqueles atletas que se classificaram nas três colocações de cada Divisão ou Subdivisão. Mas por consenso, eu, Ashidani e Trotti, passamos praticamente todos o que se mostrou acertado, pois, após a demora na consolidação do resultado por mudanças no programa para abrigar duas novas subdivisões, no final, ainda ter de passar no equipamento um grupo grande de premiados, seria desgastante para todos, principalmente que teríamos de viajar para nossas regiões.

A Organização da Prova, muito bem documentada pelo Capitão Felipe da Seção de Tiro da AMAN ficou assim definida:

O Diretor da Prova (MD) organiza toda a logística e o Master DSO define a parte de arbitragem. Para provas grandes temos que ter uma organização que funciona. MD - Felipe Vieira

Master DSO - Marcelo Fraga

Chief DSO pistas 1-5 Wilson Ashidani

Chief DSO pistas 6-10 Marcelo Augusto

Os DSO então foram distribuídos, Pistas 1 e 2, Rodrigo Maciel; Pistas 3 e 4, Major Magalhães da AMAN; Pista 5, Diogo Maciel; Pista 6, Luis Ananias; Pista 7, Fernando Perez; Pista 8, Neysson Ribeiro/Sandro Quintal/e apoio do Maj Marcelo Augusto; Pistas 9 e 10, Humberto Costa/Anderson Generoso. Macth Director, Cap Felipe Vieira

 

 

 

As Pistas foram muito bem desenhadas e tinham, como gostamos de dizer, em “diversos sabores” e para todos os gostos. Umas fáceis outras cansativas e é claro que não vou aqui ficar repetindo o briefing de cada uma.

Apenas mencionar que, por exemplo, a mais cansativa, para não dizer difícil, era a Pista 8, onde se saia de um blindado, tomando cuidado para não bater com a cabeça (o teto é baixo) ao levantar e não escorregar na porta tipo rampa de descida... Depois tinha de engajar um pequeno plate de metal, pequeno disco, a 22 metros. Alguns descarregavam a arma inteira sem acertar...

Depois, ainda tinha um pontão, essas pontes de Engenharia para passagem de pessoas em cursos d’água..

Tivemos pistas fáceis de exercícios como as duas últimas, onde era uma mesma Pista, feita uma vez com a mão forte e na outra, repetindo o mesmo com a outra mão.

Uma Pista (Pista 4 com o Major Magalhães) era um primor! Um cemitério com varias covas, cruzes bem feitas, e o atirador iniciava abrindo uma sepultura, segurando uma pá com ambas as mãos. Ao lado dele um PEPPER POPPER branco. Ao sinal sonoro, tinha de derrubar o POPPER com a pá, apanhar sua arma que havia sido colocada (antes) sobre um cadáver com o carregador ao lado, engajando os alvos. Show de Pista.

Alguns atiradores conseguiram fazer as 10 Pistas no sábado, outros terminaram no domingo.

Eu (Mergulhão), Trotti e Saldanha (e provavelmente mais alguns), no sábado à noite, depois de um bom e refrescante banho (afinal, correr dez Pistas naquela calorão é de matar), fomos jantar na Pequena Finlândia em Penedo...  A grande maioria ficou pelas churrascarias de Resende mesmo.

No domingo de manhã, Ashidani (atirando no cronógrafo), eu (calculando) e Trotti (desmontando a munição e pesando as pontas) recebemos cada Atirador e passamos as munições no cronógrafo. Todos foram aprovados, alguns até com muito mais do que o Fator exigia para sua Divisão, 125 mil para HP, 105 para Revólver e 85 para SP.

Grupos como o dos Cadetes tanto da AMAN como da Academia de Polícia (de SP) do Barro Branco, fizemos por amostragem por serem munições de fábrica.

Depois de publicado o Resultado e dado um tempo para alguma reclamação, o Capitão Felipe reuniu a todos e começou com palavras de saudação.

Depois passou a palavra para o Tenente Sergio Bitencourt, Presidente da CBTD, que contou da responsabilidade e da alegria de ter depois de alguns anos chegado a esta bela competição nacional que, trazendo árbitros de vários cantos do país, possibilitou padronização de interpretações.

Parabenizou o Major M. Augusto, um dos grandes responsáveis por levar o IDSC inicialmente por Caçapava, SP (6º BIL), depois foi para a fronteira no Mato Grosso onde já incentivou a criação de muitos clubes e hoje está servindo em Uruguaiana, disseminando também pelo Sul.

Bitencourt até brincou que torce para ele ser transferido para a Amazônia que o Norte, é a única parte do país que está faltando.  

Depois, como tradição no Exército que o mais moderno faça os agradecimentos, o Capitão Felipe escalou o Cadete Biskup, Presidente do GTCAN, que entregou placas de agradecimento ao presidente da CBTD.

A três esposas que trabalharam na Apuração, Mary Tortti, Mergulhinha e Grasi, receberam do Presidente Medalhas de participação com os agradecimentos por seu empenho e escalado o Cadete Biskup para fazer a entrega.

Três DSO com a sua atuação na competição foram promovidos subindo de nível, Neysson, Generoso e Humberto, recebendo das mãos deste Delegado seus novos bonés pretos com inscrição dourada.

E então foi a parte mais esperada por todos, a premiação. As medalhas, as mais bonitas que já vi até agora da CBTD, mostram o capricho e empenho de todos em fazer uma competição memorável.

Alguns Atiradores que não conseguiram as três posições do Pódium em suas Divisões, foram brindados com Medalhas de participação.

E assim, já no começo da tarde, todos começaram a tomar seus destinos de volta para casa.

Mais uma Missão Cumprida!

 

 

 

 


 

 Acompanhe o BANG NEWS!



 

 

 


 

 


 

Joomlashack