Mas são histórias, É muito difícil se descobrir o segredo do SUCESSO (de um curso de Vendas que fiz em Roma, 1980), mas o segredo do FRACASSO tem muitas explicações. Gaston Glock, um fabricante de utensílios de plástico sem nunca ter fabricado uma arma, revolucionou o mercado ao lançar em 1983 uma arma de polímero e sem travas externas de segurança. Segurança se dava no mecanismo do gatilho.

 

 

 

 

 


O Brasil com suas leis como a do Desarmamento, inegavelmente, além de nada de útil – pois o tráfico super bem armado não segue leis – acabou por matar a insipiente indústria nacional de armas curtas. Fábricas de revólveres como a Rossi foram compradas pela gigante TAURUS que mergulhou no ramos de pistolas semi-automáticas a partir dos planos da Beretta, fabricando e fornecendo para as Forças Armadas a PT-99 em calibre 9x19 mm.



O outro fabricante nacional é a IMBEL, Indústria de Material Bélico pertencente ao Exército Brasileiro que além do fuzil FAL de origem belga (agora tem o IA2 nacional) fabricou pistolas baseadas na Colt 1911, uma das armas até os dias atuais fabricada por diversas empresas mundo a fora.



 

Inicialmente monofilar como o Colt original, com capacidade de 7 cartuchos calibre 45 ACP, migrou para o 9x19mm e logo começaram a surgir os modelos GC (grande capacidade) bifilares com 16 ou mais tiros. A TAURUS calibre .40 SW teve enorme aceitação em todas as polícias, notadamente as PM’s de todo o país por ser uma arma segura, de ação dupla no primeiro disparo. O que mantendo o cão rebatido, passava noção de segurança (?). Já a IMBEL GC MD1 a MD7 em calibre .40 não fez sucesso na PM por que em condição 1 (cão armado) era considerada insegura (?).

 



Num país como o nosso com uma Lei castrante como a do Desarmamento, além do mercado militar e policial/segurança, só restam os atiradores (SIGMA), pois os que compram arma no SINARM (DPF) é para deixa-las na gaveta e aí, qualquer coisa serve. Não vão mesmo usar nunca... A IMBEL, um grande paquiderme chapa-branca, nunca evoluiu se limitando em produzir diversas versões da mesma coisa. A TAURUS, por sua vez, saiu multiplicando modelos e versões, abrindo fábricas no exterior (EUA, Taiwan, etc) até que nos últimos dois ou três anos, acidentes com seus modelos, notadamente o 24/7, levaram a empresa a descrédito.


Hoje, final de 2017, não tendo no mercado interno nada a oferecer para substituir as armas com problema, o Exército acabou por autorizar o uso do calibre 9x19mm por policiais (antes restrita às Forças Armadas, ranço tupiniquim que adora a nefasta reserva de mercado) e o que vemos hoje é uma corrida para a importação da GLOCK modelos G17 nesse calibre.


Ganhei minha primeira Winchester .22LR do meu pai (Coronel de Engenharia de Realengo – 1943) aos 11 anos. Sempre tive armas. Minha filha começou a atirar no Fluminense com o Ferreirinha com ar comprimido antes disso... Sem acidentes ou incidentes. Arma é uma ferramenta como chaves de fenda, ferros de solda, facas e já vi acidentes com todas elas e ainda acrescento fogão e panelas... E piscinas... Existe uma estatística nos EUA que mostra que acidentes de afogamento e afins em piscinas residenciais são maiores do que acidentes com armas de fogo.
Armas nunca.


A IMBEL fica em sua zona de conforto, primeiro com os FAL, e agora com IA2... Sempre olhou a TAURUS de longe, com uma linha sempre crescente de produtos e continuou com sua 1911 melhorada...

Isso funcionou até uns três anos atrás, quando o mundo acordou que precisava modernizar suas pistolas de serviço. E agora, mesmo que a IMBEL acorde não terá tempo hábil de projetar, fabricar, testar e criar credibilidade em novo produto. Está fora do mercado. Sua concorrente, TAURUS, também, ameaçada de falência com tantos processos.

 


Lembro que a Inglaterra (Reino Unido) sempre usou nas duas Guerras mundiais revólveres. Conservadora e tradicional, demorou a substituir o revolver Webley pela Pistola Browning HI POWER e só o fez, porque o revólver carregava seis munições de difícil/demorada recarga e a Browning 9x19mm foi a primeira arma no MUNDO a usar carregador bifilar de 13 tiros.

 




Voltando à IMBEL, arma pesada, inteiramente de metal, inadequada a pessoal de segurança que tem de portar arma veladamente o dia inteiro... A doutrina atual está voltada para as armas de polímero (um tipo de plástico duro como o aço), bem mais leves. Assim que pude, importei uma pistola Smith & Wesson modelo MILITARY & POLICE, cópia bonita da GLOCK que sempre achei feia. Excelente arma calibre .40 SW, pois ainda era proibido o 9x19 mm ao CAC.

 

 



Já era cópia da GLOCK com o gatilho SAFE-ACTION... Mas observe que na foto abaixo, para Forças de Segurança que ainda não confiavam nessa novidade GLOCK, colocavam um registro de segurança a mais.

 



Para quê, diriam os técnicos brasileiros sabendo que a segurança estava no mecanismo do gatilho? Porque o CLIENTE queria, poderíamos dizer. O fabricante tem que OUVIR quem compra e usa seus produtos e não apenas seus técnicos e dirigentes. O cliente traz dinheiro para a empresa e o dirigente, algumas vezes a afunda. Simples assim. Quando vi o US ARMY e NAVY SEAL trocar suas Berettas pela SIG SAUER P226, importei uma para mim.

 



Super-hiper EXCELENTE! Ação dupla no tiro inicial, super segura e gostosa de empunhar. Pena que no calibre .40 SW o carregador só comporta 12 tiros o que me deixava inferior aos demais nas competições esportivas... Lembre-se que sou CAC (sigla do Exército para “caçador, atirador, colecionador” de armas de fogo) e portanto as armas são usadas em competições esportivas em Tiro Prático ou Tiro Defensivo. Diferentes das usadas em Tiros de Precisão. Em 2017, assim que o General Theophilo (COLOG) autorizou o uso de 9x19mm para o CAC, coincidiu que a Glock do Brasil viu sua oportunidade de ocupar o espaço deixado pelos problemas da TAURUS, já que a IMBEL (paquiderme) não se mexia. Minha CII para importação de uma GLOCK G17 Geração 4 calibre 9x19mm foi datada de 23/02/2017 e consegui o deferimento em 17 de Março. Mas, como vi que a NEXT (empresa montada para agilizar as importações da Glock do Brasil para CAC) não tinha experiência e iria demorar (como demorou na primeira remessa), e como o US ARMY e o NAVY SEAL trocou a SIG P226 pela nova SIG SAUER (derivada da GLOCK) P320, comecei depois (da GLOCK) e ainda recebi primeiro a minha P320C (compacta)...

 

 

Espetacular... Já chegou conquistando medalhas no Brasileiro na AMAN.




Só que ela, depois que chegou (CII demora 60 dias, mais desembaraço...) começaram a surgir nos EUA os problemas de segurança de gente informando que se ela caísse de costas o gatilho dispararia, provocando disparos acidentais... Alguém no projeto, “comeu mosca” e ela está perdendo hoje todas as concorrências para as diversas polícias brasileiras para a GLOCK por causa disso. Lembra que eu comecei falando da Inglaterra que estava com a Browning em substituição aos amados revólveres antigos.

 

 

Pois eles acordaram e viram que, como na Europa todos os Exércitos se modernizaram, também eles trocaram pela GLOCK G17 9x19mm. Igual a minha que chegou.

 



A GLOCK é um fenômeno mundial sem muita explicação. Pode-se ler o excelente livro do Chris McNab para tentar entender isso!

 



Mas são histórias, É muito difícil se descobrir o segredo do SUCESSO (de um curso de Vendas que fiz em Roma, 1980), mas o segredo do FRACASSO tem muitas explicações. Gaston Glock, um fabricante de utensílios de plástico sem nunca ter fabricado uma arma, revolucionou o mercado ao lançar em 1983 uma arma de polímero e sem travas externas de segurança. Segurança se dava no mecanismo do gatilho.

 



No filme com Bruce Willys – Duro de Matar II, ele comenta que uma Gang estava importando umas armas de PORCELANA marca Glock que passavam sem serem detectadas nos aeroportos. Não sei se é só burrice ou parte de campanha dos fabricantes de armas americanos para tentarem barrar a rival, pois, nem era de porcelana e sim um polímero leve como plástico e duro como aço, e ela era detectada como ainda é pelo seu ferrolho e cano de aço.

 



Outra coisa para encurtar que a história está ficando longa e chata, a GLOCK quando começou a ganhar todos os mercados, montou fábrica nos EUA além da original na Áustria, mas, inteligentemente, viu no esporte tiro, um bom veículo de propaganda e disseminação de seu produto. Em vários países criou TEAM GLOCK e nos EUA usou para promover a GLOCK o ator R. Lee Ermey, ex-fuzileiro naval americano, mais conhecido pelo papel do sargento Hartman no filme Nascido para Matar de 1987. Mais tarde se tornou o porta-voz da GLOCK nos EUA. Aqui no Brasil, o chefe do TEAM GLOCK é o campeão de IPSC Mauro Thompson, o da esquerda, meu amigo.

 



Neste primeiro ano, estimo que a GLOCK tenha importado 2 mil armas de calibre restrito e 400 no calibre .380. Mas criaram vários grupos nas redes sociais (TELEGRAM) e continuam incentivando mais e mais pessoas a adquirirem agora já a G17 Geração 5. Como já recebi a Geração 4, estou na fila da Geração 5. Minha CII está em Brasília e deve ser analisada em mais 30 dias... O importante não é vender a primeira arma para quem não tem. É vender outras para quem já tem...

 



Para entender sobre o fenômeno GLOCK, leia o livro. Em armas curtas temos dois divisores de águas: a Colt 1911 que veio substituir o uso de revólveres militares e, em 1983, a GLOCK de plástico com seu mecanismo SAFE ACTION.

 

 


 

Joomlashack