Finalmente, em 1996 (e há poucos anos no Brasil) nasceu o Tiro Defensivo da IDPA (International Defensive Pistol Association). A diferença do IDPA para as demais modalidades é o realismo. Uma pista de competição de IDPA para ser boa tem de responder a pergunta de “que isto realmente poderia acontecer” e neste quesito, o Sylvio Miranda, dono do Clube de Tiro de Saquarema, deu um show!

 Pista 1

 

Domingo, 14 de abril, ocorreu em Saquarema (Estado do Rio de Janeiro) a II Etapa do Campeonato Estadual de Tiro Defensivo (IDPA).

 


O Tiro Esportivo tem muitas modalidades. O início foi o Tiro Olímpico, aquele onde o objetivo é fazer pontos em alvos fixos ou móveis de uma posição fixa. O alvo é raiado e a contagem de pontos decresce do centro onde normalmente vale 10 pontos.

 


Depois surgiu o Tiro Prático na modalidade IPSC (International Practical Shooting Confederation) onde a corrida é contra o relógio, em alvos espalhados.

Finalmente, em 1996 (e há poucos anos no Brasil) nasceu o Tiro Defensivo da IDPA (International Defensive Pistol Association).

 

 

A diferença do IDPA para as demais modalidades é o realismo. Uma pista de competição de IDPA para ser boa tem de responder a pergunta de “que isto realmente poderia acontecer” e neste quesito, o Sylvio Miranda, dono do Clube de Tiro de Saquarema, deu um show!

 

Montou três pistas e todas tiradas de acontecimentos reais, conhecidos e divulgados pela imprensa o que aumentou o realismo da competição que reuniu atiradores do Rio (Círculo Militar da Vila Militar) e de Valença além dos associados locais de Saquarema.

 

 

Antes do início da prova, o MD (Match Director) recebeu as fichas de inscrição dos atletas e conferiu a documentação das armas como o CR (Certificado de Registro do Exército dentro da validade) e as GTE (Guias Especiais de Tráfego das armas)

Pista 2

Como o Clube está em zona urbana (Morro da Cruz) o campeonato só começou após as 10 horas (para os tiros não incomodar a vizinhança em um domingo de manhã) terminando por volta das 15 horas quando foi feita a premiação pela Confederação Brasileira de Tiro Defensivo (CBTD) em todas as modalidades.

 

 

A IDPA tem sete divisões de acordo com a arma empregada, incluindo aí duas divisões brasileiras já que o calibre .380 é de uso civil e os maiores (9mm, 40 e 45) de uso restrito.

 

 

Nos EUA só usam de calibre 9mm para cima.

 

 

Mas voltando às três pistas, a primeira tinha uma blindagem com seteiras por onde enviava-se o cano da arma, fazendo visada pela janela de cima, ou seja, os dois primeiros atacantes com coquetéis molotov teriam de serem resolvidos sem fazermos pontaria (alça – massa).

História da Pista 1 (IDPA)

 

 

Depois, usando essa blindagem como proteção, teríamos de resolver os demais alvos. Todos portanto, a partir do mesmo lugar.

 

 

A pista 2 foi reprodução de uma fato que ficou nos noticiários de uma assalto a um mercado onde um policial (cliente) atirou no ladrão que estava no caixa e correu para acertar os que esperavam na moto do lado de fora. Mas deu apenas UM tiro no primeiro o que não foi fatal e ele morreu com um tiro nas costas daquele – que também acabou morrendo.

História da Pista 2 (IDPA)

 

 

É por isso que, no IDPA, obrigatoriamente resolvemos cada alvo sempre com dois tiros e, se os tiros caírem em zona não fatal, o atirador é penalizado por ‘falsa neutralização’. Mais real, impossível.

 

 

Esta pista começa com o atirador segurando com a mão forte uma lata de refrigerantes na altura dos olhos. Ao sinal sonoro do Safety Officer, ele se vira, saca a arma e começa a resolver os três alvos diante de si.

Depois, sempre se abrigando, atira através de uma vidraça em dois marginais do lado de fora (na moto) e ainda tem de resolver no estacionamento uma vítima refém de um drogado armado de faca (a vítima – duas – móveis dançavam na frente do alvo).

 

 

A última pista foi um show de trabalho de montagem e criatividade.

História da Pista 3 (IDPA)

 

Tinha início na mesa de um bar (arma no interior de uma pasta sobre a mesa) onde ao sinal sonoro, o atirador tinha de abrir a pasta, destravar a arma e atirar em três alvos a sua frente em sequencia tática, ou seja, como todos estavam armados de arma de fogo, não poderiam ser abatidos com dois tiros cada, pois, o tempo que você dava dois tiros no primeiro, o segundo lhe acertava. O correto é acertar cada um com um tiro e depois, completar a sequencia em cada um com o segundo tiro.

 

 

Aí chegava a parte mais difícil não só desta prova como de toda a competição!

 

 

Você se dirigia para a porta da boite e, antes de entrar, fazia uma recarga com retenção (ou seja, guardava o carregador ainda com alguns tiros no bolso ou no cinto, não o podendo desprezar no chão – como faríamos se estivesse vazio). Depois, cautelosamente, ira atravessando uma cortina (daquelas de tiras) e resolvendo os 4 alvos com cuidado para não atirar em civis ou numa bailarina dessas que dançam em torno de um mastro no meio do salão...

 

 

Fácil! Mas havia um problema. Boite não é iluminada. Além da luz negra havia um estroboscópio, aquela coisa que pisca e, só na piscada, você tinha alguma visão de quase nada.

 

 

Só para terem uma ideia da dificuldade, este atirador errou o primeiro alvo, justamente o que fica imediatamente diante da porta de entrada. Ao terminar a pista e acenderem as luzes, verifiquei meus dois tiros juntinhos, com diferença de 1 cm entre eles, mas à direita do alvo e não sobre ele... Os demais acertei e o último, bem ao lado da entrada e escondido na curva (tínhamos de realmente entrar e virar à direita para acertá-lo) eu só acertei por malícia.

 

 

Antes de começar, há um briefing e o SO leva o atirador para ver os alvos e tudo o mais. Aí notei que este último era o mais errado e todos atiravam entre ele e um garçom... Guardei isso de memória quando na luz negra as obréias (material usado para tampar os orifícios dos tiros antigos) surgiram, atirei à esquerda delas matando o ‘meliante’ (cruzes que palavra horrível).

 

 

Foi um domingo nublado onde de quando em vez caía uma chuvinha, mas nada que atrapalhasse a maravilhosa contenda.

 

 

Terminada a premiação, nos despedimos do anfitrião e de todos e pagamos a estrada de volta ao Rio.

Pista 3

 

 Do lado de fora era medida o Fator Potência da munição empregada (já que com a recarga, cada atirador faz sua própria munição)

 


 

 

FATOR DE POTÊNCIA DA MUNIÇÃO:

É nada mais nada menos que o calculo da energia gerada pela sua munição.

 


1 - A munição é testada disparando-se através de um aparelho chamado cronógrafo(que mede a velocidade do projétil na saída do cano da arma), e anota-se a velocidade obtida - geralmente em pés.
2 - Com o peso do projétil (em grains), nós o multiplicamos pela velocidade e dividimos por mil

(velocidade X peso)/1000 = fator


Clube de Tiro Saquarema

Telefones (22) 2651-1142 e (22) 7811-6058

 

 

 

 


Joomlashack